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Relatório de Auto-Avaliação da Licenciatura em CMA

Realizou-se em Março de 1999 e refere-se ao ano lectivo 1997/98.
Na página 269, na secção 19 intitulada "auto-avaliação de pontos fortes e fracos", pode ler-se:

Pontos fortes:

  1. Elevada qualificação académica do corpo docente, com grande número de Doutorados e Agregados;
  2. Bom nível dos alunos, devido às elevadas classificações necessárias para ingresso;
  3. Uma muito elevada taxa de sucesso escolar em quase todas as disciplinas;
  4. Apesar de algumas dificuldades, a maioria dos licenciados tem obtido emprego em áreas compatíveis com os objectivos do curso;
  5. Muitos licenciados têm prosseguido a formação académica, obtendo os graus de Mestre e Doutor;
  6. Boa utilização dos programas europeus Erasmus/Sócrates, COMMET/Leonardo da Vinci e PRODEP.

Pontos fracos:

  1. Entre os alunos que frequentam o curso, muito poucos escolheram-no como 1ª opção. Em consequência disso, verifica-se um elevado abandono após o 2º ano, provocando uma redução no número de alunos que conclui a licenciatura em cada ano;
  2. Algumas deficiências nas instalações, afectando principalmente o ensino prático laboratorial;
  3. O curriculum inclui um pequeno número de disciplinas, comuns com a licenciatura em Medicina, cujo programa não é o mais adequado aos objectivos do curso de CMA.

Relatório de Avaliação Externa da Licenciatura em CMA

No Relatório Final da Comissão de Avaliação Externa da licenciatura, elaborado logo a seguir ao de Auto-avaliação, pode ler-se:

"A Licenciatura em Ciências do Meio Aquático é uma licenciatura moderna, com ampla formação básica, característica que confere grande flexibilidade profissional aos licenciados. De facto, os novos licenciados não têm enfrentado dificuldades de emprego, mas a elevada percentagem dos que prosseguem estudos de pós-graduação (50%) pode significar que ainda é cedo para se tirarem conclusões sólidas. As saídas profissionais mais comuns são o ensino, a indústria e só depois os serviços. São poucos os licenciados que se dedicam a actividade empresarial no sector aquático e quando tal acontece, fazem-no em simultâneo com a formação pós-graduada."...

O Relatório de Auto-avaliação apresenta uma listagem de pontos fortes e fracos, que na maior parte dos casos coincide com a opinião dos avaliadores externos:

Pontos fortes
Para além dos pontos já indicados na Auto-avaliação (...), acrescenta-se ainda:

  1. A oportunidade de criação de uma Licenciatura no âmbito das tecnologia marinhas e no contexto do desenvolvimento económico em Portugal, embora tenham falhado alguns dos pré-requisitos para a sua instalação.
  2. O considerável relacionamento dos docentes desta licenciatura com Serviços e Empresas, de forma a serem contornadas as dificuldades resultantes da falta de infra-estruturas próprias para a aquacultura e também no domínio da investigação e gestão pesqueira.
  3. A pertinência das alterações já introduzidas no plano curricular e o desejo de introdução de mais ajustamentos no conteúdo programático da licenciatura.
  4. A clarividência quanto à necessidade de modificação do elenco de disciplinas específicas no ingresso para evitar a ambiguidade de opção pela Licenciatura em concorrência com as outras licenciaturas, nomeadamente as de Medicina e Medicina Veterinária com que partilha o tronco comum.
  5. A satisfação das entidades empregadoras no que respeita à preparação e dinâmica dos licenciados em CMA.

Pontos fracos
Em adição aos pontos fracos já enunciados no relatório de auto-avaliação há ainda a referir:

  1. A falta de harmonia aparente entre as metodologias de formação e avaliação e os objectivos profissionalizantes definidos como individualizantes da Licenciatura, o que enfraquece a defesa do grau de cumprimento dos objectivos.
  2. A carência (pelo menos aparente) de coordenação da programação das várias disciplinas, e particularmente das disciplinas afins, e a ausência de repartição entre elas, dos vários elementos que integram a essência dos objectivos propostos para a Licenciatura.
  3. A percentagem relativamente elevada de cotações baixas atribuídas pelos alunos, nos inquéritos, a algumas disciplinas do 4º e 5º anos, o que deve ser objecto de análise pela Comissão Coordenadora da Licenciatura.
  4. As dificuldades de acesso a bibliografia, nomeadamente no que se refere a disciplinas de especialidade.
  5. A carência grave de instalações laboratoriais no edifício central, assim como de salas de informática para alunos e salas de estudo.
  6. A falta de adequação e de segurança das instalações, que ultrapassa o admissível em estabelecimentos de ensino superior.